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domingo, 12 de novembro de 2017

Povo San


O povo San vive na África, é descendente direto de coletores da Idade da Pedra isto diz que quando a história conhecida do homem, deste a pré-história, este povo já existia. Cultura humana mais velha do mundo e que há milhares de anos pintou as cavernas de África.

Na sua mitologia considera duas deidades principais que se apresentam aos homens na forma de animais, um geralmente como um louva-deus, kaang, e o outro geralmente como uma abelha, Dassie.

Uma lenda mitológica para explicar  a vida na terra:
Há muito tempo atrás,
a humanidade não vivia sobre a Terra,
mas sim debaixo da superfície junto com todos os animais.
Ali, todos viviam em perfeita harmonia e paz.
Kaang mestre da humanidade.
Primeiro Kaang criou uma grande árvore,
que possuía ramos se espalhando por toda a Terra.
Na base da árvore ele cavou um grande túnel que
ia da superfície até o mundo subterrâneo onde os homens
e os outros animais viviam. (até hoje qualquer um busca em baixo da superfície as forças necessária para ser)


Outra lenda mitológica para explicar como nasceu o primeiro homem: (sutil e criativa)
Uma abelha carrega um louva-a-deus por um rio.
O rio é extenso e a abelha exausta acaba deixando o louva-deus
em uma flor que estava boiando na água.
A abelha planta uma semente no corpo do louva-a-deus antes de morrer

e a semente se transforma no primeiro ser humano.


Duas lendas que dispensam desenhos.









sábado, 11 de novembro de 2017

Na solidariedade a dialética da vida humana

Adão e Eva: quem era quem?
Eva foi Eva, Adão foi Adão ou ele é ela e ela é ele,  masculino ou feminino? não sei.
Mas Adão se partiu em dois. Aconteceu mesmo? com o masculino?  não sei, mas aconteceu com Adão.
Esta lenda simboliza a origem da humanidade, é solidariedade, dividir-se em quem nem se sabe quem. Quem é quem quando todos são o um, a humanidade? 

Na solidariedade a dialética da vida humana: partir para o dividido, partido, parido; partir para seguir a vida. É a humanidade em renovação.

Povo San

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Odisséia, a história sempre repete

Odisséia


de: xirupitanga.blogspot





A Guerra de Ulisses é conseqüência da Guerra de Tróia.

Ainda se pode ver,com alguma especial atenção, fumaças que brotam das cinzas de Tróia.

O mundo sem Tróia é outro mundo, exige mudanças, quiçá radicais, necessárias à vida sem Tróia, afim de que se consiga suprir esta falta e vencer todas as vicissitudes advindas dela.

Ulisses, guerreiro em Tróia, tem uma pátria, uma ideologia, um passado e um futuro: Itaca, Penélope, a mãe e Telêmaco.

Para Ulisses a conseqüência imediata da guerra, foi o ataque a Itaca, por ladrões.

Com o final da guerra ele inicia sua viagem de regresso, desconhecendo os atentados que teria que suportar e vencê-los e a batalha sangrenta que lhe aguardava em Itaca, pelo direito de ser livre e sonhar o futuro.

Os atentados se dividiram em sedução e força, mas em momento algum, quem o atacou foi transparente. Lutou  para não morrer, sem saber a razão ou paixão para desejarem assassiná-lo.

Promessas, envenenamento, cantorias, prisão. Ninfa, bruxa travestida de fada, sereia, ciclope, monstro.

Com tudo isto, teve oportunidade do exercício da solidariedade e desfrute do convívio fraterno.

A convicção ideológica representada por Penélope, deu a ele força para enfrentar as armadilhas no regresso e a batalha final. Pela ideologia a garantia da liberdade para viver e morrer livre na Itaca livre, com a certeza ainda de liberdade para o futuro.

As aventuras vivenciadas por Ulisses, como as fumaças de Tróia, podem ser identificadas no embate da direita com a esquerda, ora e outra alguém se assume como Ulisses ou um de seus algozes para protagonizar as mesmas cenas. Mesmo conhecendo-se a história, os ladrões de Itaca não se conformam e insistem no assassinato de Telêmaco, a partir de numa vulnerabilidade imaginada, em Penélope.

E nunca se pensou que não basta vencer Ulisses sem vencer Penélope.